Pirâmide do Treino de Força

Pirâmide do Treino de Força

A Pirâmide desenvolvida por Eric Helms é uma estrutura organizacional que coloca as prioridades mais importantes de treinamento em uma hierarquia. São seis partes, e os elementos mais importantes estão na base — observe que eles têm a maior área. Esses elementos constroem o alicerce do seu treinamento.

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É provável que cerca de 80% do progresso seja feito concentrando-se nos três ou quatro níveis inferiores. Os últimos níveis afetam apenas os pequenos retoques finais. Na maioria das vezes, a discussão nos níveis superiores se concentra principalmente em como evitar erros, não em otimizar resultados.


Nível 1: Adesão

O treinamento de força é uma jornada que deve ser continuada consistentemente por um longo tempo para produzir resultados significativos. Antes de se perder nos blocos de construção de um plano sólido, é preciso lembrar de algo mais fundamental: não importa quão boa seja a programação se o aluno não conseguir cumpri-la.

O que pode ser tecnicamente ideal no papel é totalmente irrelevante se não for executado. O melhor plano de treinamento é aquele que pode ser seguido dentro dos limites da realidade de cada pessoa.

As três condições principais para adesão ao treinamento são: ser realista, flexível e prazeroso.

Um programa realista respeita as possibilidades atuais de frequência e tempo por sessão. Muitas pessoas querem copiar programas de influenciadores ou atletas, mas não têm o mesmo estilo de vida, horas de sono, trabalho ou alimentação. O que torna impossível seguir a mesma rotina.

Um programa flexível acomoda o inesperado. Nem sempre é possível fazer exatamente aquilo que planejamos — seja por estar treinando em um local com equipamentos diferentes, seja para ajustar o treino no dia em que a academia está lotada, seja simplesmente porque o aluno não gostou de um exercício. Até mesmo em estudos científicos, considera-se aceitável que os sujeitos realizem 80 a 90% dos treinos planejados.

Um programa prazeroso mantém a motivação ao longo do tempo. Um plano que o aluno ama, mesmo que não seja perfeito, vai gerar mais esforço do que um plano ótimo que não desperta paixão. O sucesso do CrossFit ilustra bem isso: as pessoas estão fazendo progressos melhores porque estão gostando mais do treinamento. Talvez o que faltava antes fosse o prazer, não a qualidade da programação.